17 de maio

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10/05/24 às 16h54 - Atualizado em 10/05/24 às 16h54

Gente do DF: Obras no Sol Nascente levam esperança para a porta de casa

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TEXTO: Catarina Loiola, da Agência Brasília | Edição: Débora Cronemberger

Aos poucos, as ruas e avenidas do Trecho 3 do Sol Nascente vão sendo transformadas. O Governo do Distrito Federal (GDF) investe cerca de R$ 181 milhões em obras de pavimentação e drenagem, com o objetivo de aumentar a trafegabilidade das vias e garantir conforto e segurança aos moradores.

Do portão, a dona de casa Juscileide Almeida Marinho, 57 anos, assiste a essa mudança e não poupa elogios à cidade onde mora há uma década. Cearense, ela chegou no DF em 1987 e, em meados de 2014, mudou-se para o Sol Nascente. “Eu me apaixonei. Algumas pessoas falam mal, mas eu amo aqui”, declara. “Comprei um lote que era só mato –  aliás, não tinha nada aqui perto, só água, mato e muito sapo. Era tanta lama e buraco que nem sei quantas quedas já levei. De noite, só tinha escuridão, até que veio a energia e as coisas foram melhorando.”

As obras na região são executadas em diferentes pontos pela Secretaria de Obras e Infraestrutura (SODF). Os serviços incluem implantação de pavimento em asfalto e blocos intertravados, drenagem, meios-fios, calçadas e sinalização horizontal e vertical, além de bacias de detenção. De acordo com o subsecretário de Fiscalização e Acompanhamento da SODF, Erinaldo Silva, o pavimento em asfalto é destinado às vias principais, enquanto os blocos intertravados, popularmente conhecidos como bloquetes, são colocados nas vias internas.

“Mobilidade urbana é o maior ganho dessas obras para a população, que poderá circular com mais tranquilidade, além de ser vantajoso para a parte ambiental, já que os serviços de drenagem e os próprios blocos intertravados reduzem os riscos de alagamentos e processos erosivos”, explica o subsecretário. Sobre a duplicação, ele lembra: “A avenida é o principal acesso da população ao Trecho 3 e recebe mais de 100 mil pessoas todos os dias, entre pedestres e motoristas”.

Orgulho e pertencimento

A rua em que Juscileide mora no Setor Acácias foi uma das contempladas com o pavimento em bloquete. “Depois que o pessoal começou a trabalhar, eu não saí mais de casa, só ficava aqui na porta vendo tudo. Era só alegria”, afirma ela, que é mãe de três filhos e dedica a rotina aos cuidados da mãe, de 90 anos. “Quando colocaram o bloquete em frente ao meu portão, fiquei ainda mais contente. Liguei o som, dancei na rua sozinha, aproveitei mesmo”.

Desde 2019, quando o Sol Nascente foi transformado em região administrativa, foram investidos mais de R$ 630 milhões para levar saneamento básico, água, luz e equipamentos públicos aos 95 mil moradores da cidade. Muito já foi conquistado até então, como o segundo restaurante comunitário e a sede do conselho tutelar da cidade, e vem mais por aí. Em breve, a população poderá contar com uma unidade da Casa da Mulher Brasileira, a sede da administração regional e uma unidade de pronto atendimento (UPA).

Atualmente, estão em andamento diversas frentes de trabalho, com geração de cerca de 400 empregos diretos e indiretos. Máquinas e operários atuam na terraplanagem da duplicação da avenida entre o Setor QNQ em Ceilândia e o Trecho 3 do Sol Nascente, bem como na pavimentação da avenida principal, na urbanização do Setor Acácias e Cachoeirinha e na construção de lagoas de detenção.

Localizada em área de 4.049,17 hectares, a região administrativa do Sol Nascente/Pôr do Sol reúne mais de 93 mil pessoas. Dessas, 43,3% nasceram em outras unidades da Federação, assim como Juscileide. As localidades de origem mais encontradas são Piauí, Maranhão e Bahia, conforme dados da Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (Pdad) 2021. “Vejo o Sol Nascente ainda melhor para todos os moradores no futuro”, celebra Juscileide.

 

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