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19/09/23 às 15h34 - Atualizado em 25/09/23 às 10h44

Evento chama a atenção para a saúde dos olhos das crianças

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Nesta segunda-feira (18), é celebrado o Dia Nacional de Conscientização do Retinoblastoma. Em alusão à data, o Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) e a Associação Brasileira de Assistência às Famílias de Crianças Portadoras de Câncer e Hemopatias (Abrace) promoveram uma ação para falar sobre a doença. A atividade foi parte da campanha nacional De olho nos olhinhos, iniciativa do casal de jornalistas Daiana Gerbin e Tiago Leifert para colaborar com o diagnóstico precoce.

Durante a tarde de sábado (16), profissionais das duas instituições, voluntários, estudantes de medicina e profissionais da rede pública de saúde, interagiram com as pessoas que passaram pelo shopping Conjunto Nacional para explicar os principais sintomas da doença. O retinoblastoma é um tumor maligno intraocular, que tem maior incidência em crianças menores de 5 anos e é considerado raro. Nos últimos 12 meses, o HCB recebeu oito crianças com a enfermidade. O ideal é que o diagnóstico seja fechado na fase inicial da doença, quando o tumor ainda está dentro do globo ocular. Quando ele cresce e se infiltra no nervo ótico e no sistema nervoso, o prognóstico é pior e as chances de cura diminuem.

A diretora técnica do HCB, Isis Magalhães, ressalta a importância de o hospital ir ao encontro da comunidade. Segundo ela, também há a responsabilidade “do alerta não só à família, mas também para os colegas profissionais de saúde que estão na linha de frente, que recebem essa criança. Os profissionais da educação também podem sentir alguma alteração na visão da criança”.

A ação dos profissionais de saúde da atenção primária é decisiva para o diagnóstico precoce da doença. “O primeiro é o pediatra ou o médico de saúde da família, na Unidade Básica de Saúde, que insere a criança no sistema de regulação com os códigos de oftalmologia para crianças; a criança vai chegar muito rápido ao serviço de oftalmologia pediátrica”, explica a diretora.

A partir da regulação, o tratamento da criança é feito em conjunto por mais de uma instituição. “A rede de saúde pública do Distrito Federal tem oftalmologistas pediatras. Também temos cooperação com serviços fora de Brasília, em São Paulo, quando a criança carece de técnicas mais elaboradas. Isso é feito de maneira rápida e fluida. A criança tem que chegar no Hospital da Criança de Brasília para ter uma referência oncológica e nós organizamos esses tratamentos, conforme cada caso e onde precisar ser feito”, reforça Magalhães.

Sintomas

Durante a ação, as crianças se divertiram com atividades de colorir e com a presença dos Doutores com Riso, voluntários da Abrace que trabalham com palhaçaria. Enquanto isso, os acompanhantes recebiam as importantes informações sobre o câncer ocular.

“Eu já tinha ouvido falar do retinoblastoma antes, mas não conhecia a fundo; não sabia as características da doença ou até que idade poderia aparecer; sabia muito superficialmente”, disse a professora Natália Acioly. Na opinião dela, a campanha é positiva por alcançar muitas pessoas: “Toda ação educativa é importante; em nível nacional, vai chegar a toda a população, a todas as classes sociais e principalmente a quem não tem acesso, muitas vezes, a esse tipo de informação de qualidade.”

O HCB e a Abrace contaram com o apoio de estudantes de medicina do Distrito Federal para a atividade de conscientização. Eduardo Restivo, que está no sexto semestre do curso, considerou a campanha “importante para trazer um entendimento melhor sobre uma doença pouco conhecida e colocar um assunto que eu não conhecia em dia, explicar para a sociedade como diagnosticar mais cedo os sinais e sintomas, a fim de ter o melhor prognóstico”.

Restivo participou de conversas com os pais e mães de crianças e distribuiu cartilhas oficiais da campanha De olho nos olhinhos, contribuindo para que todos conhecessem os sintomas do retinoblastoma. O mais característico deles é a leucocoria, também conhecido como “sinal do olho de gato”. A diretora técnica do HCB, Isis Magalhães, conta a origem do nome: “Normalmente, ao incidir uma luz sobre o nosso olho, a pupila fica vermelha. Se há o crescimento de um tumor intraocular, ele fica branco – às vezes, no flash de uma fotografia. No caso de uma leucocoria, a família pode procurar o próprio pronto socorro de oftalmologia no Hran ou no Hospital de Base, para que tenha entrada imediata no sistema de regulação”.

Os pais devem estar atentos para identificar outros potenciais sintomas, como o estrabismo (quando o movimento dos olhos não é simétrico) e redução da visão. Caso percebam estes sinais, é importante procurar ajuda médica. No Distrito Federal, as crianças são encaminhadas pelo pediatra da atenção primária ou pelo oftalmologista e, uma vez que se tornem pacientes do Hospital da Criança de Brasília, dão início ao tratamento.

Após verificar a extensão da doença e realizar os exames de imagem, os especialistas do HCB discutem cada caso com os dois centros parceiros, ambos em São Paulo: a Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer (Tucca), do Hospital Santa Marcelina; e o Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer (Graacc).

O plano terapêutico de cada criança é executado tanto no HCB quanto nas instituições parceiras, que contam com serviço oftalmológico especializado em retinoblastoma e quimioterapia intra-arterial. Desse modo, é importante que pediatras e oftalmologistas cumpram o fluxo de atendimento corretamente e não “pulem” o encaminhamento ao Hospital da Criança de Brasília.

*Com informações do HCB

Texto: Agência Brasília* | Edição: Vinicius Nader

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